Posts Tagged: Audio

O meu jingle favorito do Plutão Anão é do meu filho. Naturalmente.

Big, big smile. Gravado ontém. Um sonho, simples, tornado realidade.

That’s my boy.

Tom listening to Pearl Jam

This is an audio-only recording of myself and my 2 year old son Thomas, taking out Pearl Jam’s Lightning Bolt album, opening the gate-fold in the band picture and then taking the record for a spin. His love for Pearl Jam was not instilled by myself. I totally promise. It’s all him.

Sessões Casa da Avó – ‘Not For You’

Sessões Casa da Avó – ‘The Wind Cries Mary’

Sessões Casa da Avó – ‘Immortality’

Sessões Casa da Avó – ‘Wake Up’

Prefácio

Novembro de mil novecentos e noventa e quatro: é lançado o concerto acústico dos Nirvana, gravado para o canal de música MTV – estava dado o pontapé de saída para o empurrão final daquilo que passou a ser um tradição, paixão e modo de estar meu e do meu primo André. Alimentados por aquelas guitarras acústicas e por todo o movimento que, de forma global, voltaria a trazer a guitarra como instrumento primordial das massas (depois da década dos sintetizadores), não mais a guitarra e o conceito de jam, bem ou mal feita, deixou de estar presente entre nós os dois. Um triângulo amoroso que dura desde então até aos dias de hoje, apesar da distância – temporária – física que actualmente nos separa. Desde concursos de talentos na escola secundária, a noite infindáveis de acampamentos em estâncias balneares nacionais com os amigos e companheiros de sempre, este hábito de tocarmos e passarmos momentos totalmente entregues à música, executado de forma boa ou menos boa, passou a ser sinónimo do nosso nome, hábito de necessidade e ritual totalmente embutido na mais pura e genuína forma de estarmos.

Será a memória e a deturpação natural do álcool o guardião das memórias e registos sonoros de todas as jams tocadas ao longo da adolescência, visto não ter havido naquela altura um acesso à panóplia actual de tecnologias que auxiliam e facilitam esse exercício – talvez seja melhor assim. Dessa forma, esse registo audio e visual fica inevitavelmente associado à euforia e alegria naturais de adolescência, adornando-o de um sentimento nostálgico e romântico pouco dado a captações digitais.

Mas tendo agora acesso a esse avanços tecnológicos e porque a euforia adolescente deu lugar ao pragmatismo do mundo adulto, parece-me de bom tom passar a fazer registos audio ou visuais desses mesmos momentos. Até porque, dado a tal distância física descrito acima, eles acabam por serem mais escassos, podendo o audio e o vídeo servir como consolo a essa mesma distância. Ou registo para memória-futura, destinado à idade em que a memória de futura ou passado pouco terá.

E assim sendo, nas próximas semanas passarei a publicar aqui vários registos audio e vídeos de uma dessas jam sessions, tocado no passado mês de Dezembro em casa da minha avó, no Alqueidão, Ourém. Envolto de frio, boa disposição e improvisação, por ali há erros, pregos e alguma falta de jeito – tudo aquilo que torna uma sessão destas genuína. Mas acima de tudo há sinceridade e amizade. E música – o mais importante de tudo. E como tal, deixemos agora as palavras de lado e demos-lhe lugar. Carreguem em play, se fizerem favor.

Milford on Sea